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UFT 15 ANOS

Assistências estudantis - a permanência de estudantes vulneráveis na Universidade

Por Sarah Tamioso | Supervisão: Poliana Macedo | Publicado: Segunda, 14 de Maio de 2018, 15h12 | Última atualização em Quarta, 16 de Maio de 2018, 11h12

Com mais de 29 mil bolsas consolidadas em 2017, os Programas de Assistências Estudantis seguem proporcionando a manutenção de estudantes vulneráveis. “Nós alunos de baixa renda necessitamos muito dessas bolsas para nos manter dentro da Universidade, seja o auxílio alimentação, moradia, bolsa permanência ou projetos de pesquisas, não temos condições de nos manter na Universidade sem essas bolsas”, é o que relata o estudante da etnia Pankará e presidente do Grupo de Trabalhos Indígenas (GTI), Igor Andrade. O estudante é do curso de Engenharia Civil, já foi delegado do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) e, segundo ele, as assistências melhoraram muito, assim como divulgação de que esses auxílios existem.

Um dos recentes progressos da assistência estudantil foi a possibilidade de acumulação de bolsas que não tivessem a mesma finalidade e, em outubro de 2017, foram abertos os auxílios alimentação e moradia. Segundo dados da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (Proest), o auxílio Permanência UFT teve, em 2017, seu maior número de bolsistas no mês de outubro, com 1311 estudantes recebendo o auxílio. Em 2018, o número de bolsistas desse auxílio aumentou, sendo 1500 estudantes beneficiados por mês. O auxílio saúde também teve destaque, sendo que beneficiava em média 17,17 estudantes por mês durante o ano de 2017 e passou a custear atendimentos psicológicos e medicamentos a 40 alunos por mês (dados até abril de 2018).

O pró-reitor da Proest, Kherlley Barbosa, explica que “a gente quer que ele [estudante] não utilize aquele tempo que ele não está em sala de aula para se dedicar ao mundo do trabalho, como ele é vulnerável, para se manter aqui. A bolsa ou o auxílio é justamente para compensar isso, para que ele tenha tempo para estudar”. Desta forma, hoje o sistema para se concorrer a um auxílio é unificado e se chama Cubo, Cadastro Unificado de Bolsas e Auxílios, nele é analisado o grau de vulnerabilidade socioeconômica do estudante para que ele possa concorrer aos editais.

São disponíveis os auxílios de: Alimentação, que pode ser por isenção parcial ou integral do valor do Restaurante Universitário, ou por crédito na conta do estudante; Moradia, que possui a modalidade de espaço na casa do estudante ou auxílio com o aluguel; Permanência UFT, destinada a estudantes com vulnerabilidade socioeconômica; Permanência MEC, destinada a estudantes indígenas e quilombolas; Permanência EduCampo, destinada aos estudantes do curso de Educação no Campo durante o período letivo; Permanência Temporário, disponibilizado a cada 2 meses para estudantes com queda abrupta de renda; Saúde, para gastos com medicação e tratamento psicológico ou psiquiátrico e Apoio de Participação em Eventos, que depende de verba extra, dada a prioridade dos demais auxílios.

Desafios

É preciso lembrar que a Universidade Federal do Tocantins é composta por 7 câmpus e que todos merecem os mesmos benefícios, ou seja, ao passo que ainda não foram construídos Restaurantes Universitários em todos os câmpus, não é possível investir em novos auxílios. O pró-reitor explica que “no ano que vem eu sei que vai aumentar o número de estudante, porque infelizmente concluem menos estudantes do que entram, o número de ingressantes é maior e o recurso do Pnaes não aumenta. A Universidade também não repassa recurso para nós porque ela também não tem”, relata Kherlley. Portanto existem muitos aspectos a serem analisados e a prioridade é fornecer um ambiente em que o estudante possa se profissionalizar com suas necessidades básicas supridas.

 

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