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CULTURA QUILOMBOLA

Encontro de Griôs em Muricilândia é foco de pesquisa acadêmica de mestrado

Por Sarah Tamioso | Supervisão: Samuel Lima | Publicado: Quinta, 12 de Abril de 2018, 17h11 | Última atualização em Quinta, 12 de Abril de 2018, 21h56

Momento em que a anciã faz o pedido de bênçãos aos ancestrais (Foto: Kênia Costa/Divulgação)O Encontro dos Griôs, na comunidade quilombola Dona Juscelina, que fica no município de Muricilândia (a 65 quilômetros de Araguaína) está sob o foco do olhar de acadêmicos do Programa de Pós-graduação (mestrado) em Estudos de Cultura e Território (PPGCult) do Câmpus de Araguaína. O evento teve início no último domingo (8) e segue por mais dois finais de semana.

O mestre de cerimônias, Manoel Filho Borges, é também aluno especial do PPGcult e conta que os griôs - que são as três mulheres e os quatro homens mais velhos da comunidade -  consumaram o evento de forma coletiva. “É muita riqueza para uma cabeça só. Os griôs debateram como se daria o encontro. O dia de hoje (domingo) foi uma demonstração que a comunidade está viva, atuante”, conta Borges. A idealização do Encontro é de um Coletivo de Jovens Quilombolas de Muricilândia.

A programação no domingo contou com cortejo da bandeira do Espírito Santo, entoação de cantos, pedido de bênçãos aos ancestrais e os depoimentos de experiências dos griôs, que foi um momento intitulado como Roda de Transmissão de Saberes e Fazeres. A matriarca da comunidade quilombola, Lucelina Gomes dos Santos, também presidente do Conselho de Griôs, destacou o legado que poderia ser repassado aos mais jovens. “Minha comunidade são 236, e esses tem que caminhar também, vão no meu rastro”, ressaltou.

Para a professora Kênia Costa, que participou do evento, a comunidade tem permitido que a cultura se mantenha viva e o evento veio somar aos esforços dos quilombolas para manutenção de seus saberes e conhecimentos. “O Conselho de Griôs se instituiu para fortalecer as vivências desse povo que luta para recuperar seu território e a juventude é a continuidade das tradições e ritos”, reflete ela. O professor Elias da Silva, que também acompanhou, afirmou que as pesquisas desenvolvidas ali proporcionam um diálogo entre a Universidade e a comunidade.

No sábado (14), o evento continua com a coleta de materiais naturais, como mandioca, coco babaçu e a palha do coco babaçu, que serão tratados para que no dia seguinte sejam confeccionados produtos de artesanato e culinária. No dia 21 de abril serão realizadas oficinas de música e dança com a dança do rebolado, roda lindô e roda de capoeira e no domingo (22) às 19h30 o evento se encerra com uma noite cultural em homenagem aos griôs e exposição do que foi produzido nas oficinas de transmissão de saberes e fazeres. (Com informações de Keliane Vale)

Confira algumas fotos do Encontro:

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