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ABRALIN EM CENA

Revista EntreLetras

Agenda de Defesas

PERFIL



Os egressos dos
cursos de Mestrado e Doutorado em Letras: Ensino de Língua e Literatura devem ser capazes, a partir da abordagem interdisciplinar dos estudos linguísticos e literários, trabalhada no programa, de construir criticamente objetos de investigação complexos, relevantes para os estudos da linguagem, informados por saberes teórico-metodológicos originários de diferentes disciplinas ou campus do conhecimento. Ou seja, tais profissionais devem ser capazes de refletir criticamente sobre diferentes manifestações da linguagem em contextos de instrução, numa perspectiva interdisciplinar, considerando os usos de diferentes tecnologias, além de compreender a própria formação profissional como processo ininterrupto e autônomo.

Esses egressos devem estar preparados ainda para a formação profissional de outros quadros docentes para o ensino superior, compreendendo, portanto, a atuação do referido egresso em diferentes programas de pós-graduação, seja na própria área de Letras e Linguística ou em áreas afins, onde os mesmos possam trabalhar em diálogo com profissionais atuantes em diferentes campos da ciência, os quais não podem se eximir das manifestações da linguagem, nas mais diferentes instâncias da vida cotidiana.

Atualmente, por exemplo, temos egressos trabalhando no ensino superior nas áreas de Letras e Linguísticas, estando vinculados a instituições públicas e privadas, e, também, temos egressos atuando em novas áreas de formação profissional, resultante do diálogo entre disciplinas, em respostas às demandas sociais, a exemplo de licenciaturas atreladas à educação no campo e de cursos tecnólogos interdisciplinares, na própria Universidade Federal do Tocantins.

Por fim, salientamos a presença de egressos em redes públicas de ensino e escolas privadas na região de abrangência do programa, atuando não apenas nas salas de aula da educação básica, mas como formadores em programas de capacitação de professores em serviço.

 

 

 

 

 

HISTÓRICO


A história do Programa de Pós-Graduação em Letras: Ensino de Língua e Literatura (PPGL) tem início com as atividades do Mestrado Acadêmico em Ensino de Língua (MELL) e Literatura, em fevereiro de 2010, após publicação da Portaria MEC, DOU 13/10/2009 – Parecer CES/CNE 253/2009. Até então, no Estado do Tocantins, não havia curso de pós-graduação stricto sensu na área de Letras e Linguística. Nas humanidades, o único curso existente era o mestrado acadêmico em Ciências do Ambiente, inserido, naquele momento, na área Interdisciplinar. A aprovação do MELL contribuiu para minimizar a distribuição desequilibrada de cursos do tipo na Região Norte, quando comparada às demais Regiões Geográficas brasileiras. O mestrado não só auxiliou no fortalecimento dos estudos linguísticos e literários na referida região, mas significou uma nova possibilidade de estudos para os egressos das inúmeras Licenciaturas em Letras e áreas afins, como Pedagogia e Filosofia, todos interessados em aprofundar seus estudos e trilhar caminhos na carreira acadêmica.


Por ser ofertado no Câmpus Universitário de Araguaína, localizado no extremo norte do Estado, o PPGL vem atendendo as demandas sociais não só do Tocantins, mas, também, do polo macrorregional do sul do Pará e do sul do Maranhão. O programa atende à demanda de formação docente das universidades privadas e públicas dessas regiões, além de responder aos anseios de aprofundamento da formação profissional de alguns professores atuantes na educação básica.


A Região Norte passa ganhar mais visibilidade, por exemplo, quando a UFT sediou a segunda reunião de avaliação dos livros produzidos por pesquisadores vinculados aos programas de pós-graduação da área aqui focalizada, durante o triênio de 2010 a 2012. No primeiro ano do triênio em curso, no primeiro semestre de 2013, o PPGL continuou fazendo história com a promoção do II Fórum de Programas de Pós-Graduação de Letras da Região Norte (FOPPLEN), onde estiveram presentes coordenadores e docentes de programas da região e os coordenadores da área, com propósito de discutir os desafios da pós-graduação em Letras e Linguística nas localidades que reúnem maiores desafios para a área, haja vista, por exemplo, a concentração de mão de obra qualificada e de recursos financeiros nos grandes centros brasileiros. No segundo semestre de 2013, o PPGL realiza o I Simpósio de Linguística, Literatura e Ensino do Tocantins (SILLETO), evento de extensão onde são compartilhadas, com pesquisadores e pós-graduandos originários de diferentes localidades, as produções científicas da área. Esse evento passa a fazer parte permanente do calendário de atividades do PPGL, sendo sua periodicidade bianual.


A Revista EntreLetras, periódico científico com publicação semestral, também vem cumprindo sua função de consolidação do PPGL. Em cinco anos de existência, a periodicidade da revista vem sendo mantida, estando todos os números publicados em versão eletrônica na Internet, por meio do Sistema Eletrônico de Editoração de Revista. A revista vem publicando textos de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, envolvidos com pesquisas sobre língua, literatura e ensino. Atualmente, o Qualis da EntreLetras é B5, porém, os critérios de avaliação de periódicos da área estão sendo considerados cuidadosamente a fim de que o mérito do trabalho de editoração do periódico seja reconhecido e, consequentemente, o Qualis seja atualizado.


Seguindo rigorosamente os critérios pedagógicos e de gestão propostos pela CAPES, além de manter constante diálogo com a comunidade interna e externa à instituição, por meio de seminários semestrais de pesquisas temáticas, onde alunos e professores compartilhavam as pesquisas em produção, ao final do terceiro ano de atividades do MELL, foi aprovado pela CAPES o Doutorado em Letras: Ensino de Língua e Literatura (DELL), primeiro doutorado acadêmico da área de Letras e Linguística da Região Norte, aprovado juntamente com a proposta do mesmo nível apresentada pela UFPA. A partir de então, o programa passou a ser denominado de Programa de Pós-Graduação em Letras: Ensino de Língua e Literatura (PPGL) com oferta dos cursos: Mestrado Acadêmico em Letras: Ensino de Língua e Literatura e Doutorado Acadêmico em Letras: Ensino de Língua e Literatura.


Conforme mostramos, o doutorado vem ajudando a dar maior visibilidade aos estudos linguísticos e literários no Norte Brasileiro, além possibilitar a qualificação de dezenas de docente da própria UFT e de outras IES da região, e a continuidade dos estudos pós-graduados pelos próprios egressos do mestrado acadêmico, que, até então, não possuíam opção de qualificação em nível de doutorado nas proximidades.


O PPGL possui egressos em várias IES privadas e públicas, atuantes como professores efetivos e substitutos. Ressaltamos ainda os egressos vinculados a instituições de educação básica, incluindo institutos federais de ensino. Nessa perspectiva, por formar profissionais especialistas em ensino e formação de professores de língua e literatura, perfil bastante diferenciados dos tradicionais programas de pós-graduação na área de Letras e Linguística, o PPGL vem construindo uma história diferenciada com bastante êxito.

 

Além do corpo discente, o Programa de Pós-Graduação em Letras: Ensino de Língua e Literatura (PPGL) é composto pelos professores permanentes do mestrado e doutorado e pela comissão coordenadora, a qual, por sua vez, é composta por 1 (um) coordenador, como seu presidente, eleito pelo colegiado do programa e nomeado pelo Pró-Reitor de Pesquisa e de Pós-Graduação, 3 (três) professores, eleitos por seus pares, e 1 (um) representante dos estudantes do programa, eleito por seus pares, com o respectivo suplente.

Cada aluno regular terá um professor orientador e, ocasionalmente, um professor coorientador – credenciado pelo colegiado do programa. A orientação será definida, preferencialmente, ainda no primeiro semestre de ingresso no curso de mestrado ou doutorado. O aluno também será acompanhado por uma comissão orientadora, que acompanhará as atividades de pesquisa.

O Programa possui apenas uma área de concentração, Ensino e Formação de Professores de Línguas e de Literatura, e quatro linhas de pesquisas, nas quais o corpo docente está reunido com seus orientandos. Seguem as linhas de pesquisa:

LP 1: Linguagem, educação e diversidade cultural

Estudo dos fenômenos culturais e linguísticos em diferentes contextos socioculturais. Relações interétnicas e educação escolar bilíngue e intercultural. Antropologia cultural, transculturalidade, bilinguismo e aquisição da escrita em contextos de formação bilíngue.

LP 2: Literatura, memória e identidade cultural em contexto de formação

Estudo das manifestações literárias em uma perspectiva interdisciplinar, compreendendo a relação identidade/alteridade e suas representações no discurso literário em contextos de formação. Estudos literários, ensino de literatura e formação de leitores.

LP 3: Práticas discursivas em contexto de formação

Estudo dos fenômenos discursivos em espaços e contextos de formação. Práticas discursivas e produção de sentido em narrativas de formação. Estudos do letramento, gêneros textuais e ensino.

LP 4: Análise linguística em contexto de formação

Estudos linguísticos e implicações para o ensino e formação de professores. Gramáticas pedagógicas. Estudos de fonética, fonologia, morfologia, sintaxe e semântica.

Na matriz curricular do programa, há duas disciplinas obrigatórias, Metodologia da pesquisa em estudos interdisciplinares da linguagem e Interdisciplinaridade e Formação Docente, e trinta e três disciplinas eletivas distribuídas entre as linhas de pesquisa.

 

 

 

 

DISTRIBUIÇÃO DE DISCIPLINAS DO PROGRAMA (MESTRADO/DOUTORADO)

 

 

 

DISCIPLINA

TÍTULO

CARGA HORÁRIA

CRÉDITO

 

Obrigatórias

1. METODOLOGIA DA PESQUISA EM ESTUDOS INTERDISCIPLINARES DA LINGUAGEM

60h

 

4

Ementa:Percurso investigativo em estudos da linguagem. Investigação crítica. Apagamento de fronteiras entre teoria e prática. Construção de objetos de pesquisa complexos. Pesquisa interventiva. Vozes sociais. Democratização da atividade cientifica. Abordagem quantitativa e qualitativa.

2. INTERDISCIPLINARIDADE E FORMAÇÃO DOCENTE

60h

4

Atitude/metodologia interdisciplinar. Disciplinarização, compartimentação, e fragmentação de saberes diversos; práticas pedagógicas; construção cooperativa de saberes docentes.

 

 

 

ELETIVAS POR LINHAS DE PESQUISA

 

LP 1: Linguagem, educação e diversidade cultural

3. ETNOLINGUÍSTICA

60h

4

Ementa: Relações entre língua, cultura e sociedade como objeto de estudo. Usos da linguagem em diferentes padrões culturais. Relação da Sociolinguística com a Etnolinguística e a Sociologia da Linguagem. Etnolinguística e onomástica. Toponímia indígena. Grupos indígenas do Tocantins. Contribuições para o ensino.

4. LÉXICO, INTERDISCIPLINARIDADE E ENSINO

60h

4

: Léxico e leitura de mundo. Introdução à lexicologia, lexicografia e terminologia. Léxico e constituição do sentido. Vocabulário e ensino. Neologia lexical aplicada ao ensino.

5. MODELOS DE AQUISIÇÃO E DE ABORDAGEM DE ENSINO DE LÍNGUAS ADICIONAIS

60h

4

Ementa:Apresentação e análise crítica dos principais modelos de aquisição/aprendizagem de língua estrangeira e segunda língua. Concepções de linguagem subjacentes a cada modelo. Discussão das implicações pedagógicas das pesquisas sobre aquisição.

6. SOCIOLINGUÍSTICA: BILINGUISMO E AQUISIÇÃO DE LÍNGUA

60h

4

Ementa: Situação sociolinguística dos povos indígenas do estado do Tocantins. Bilinguismo. Aquisição do português como segunda língua. Empréstimos linguísticos. Mudança de língua. Grafismo, ortografia. Educação escolar indígena: subsídios para o modelo pluralista. Educação escolar indígena no Estado do Tocantins.

LP 2: Literatura, memória e identidade cultural em contexto de formação

7. CONFIGURAÇÕES CRÍTICAS: LITERATURA E HOMOEROTISMO

60h

4

Ementa: Estudo de identidades de gênero, de práticas discursivas, de escritas e de reflexões sobre o pensamento de mulheres e de gays na literatura brasileira através de textos marcados pela autoria, pela subjetividade e/ou pela temática feminina e gay. Problemática da homoafetividade na escola.

8. ENSINO DE LITERATURA E LETRAMENTO LITERÁRIO

60h

4

Ementa:Processo de disciplinarização da literatura. Usos da literatura em seu processo de escolarização. Métodos e práticas do ensino de literatura. Conceito de letramento literário e implicações teórico-metodológicas no contexto escolar. Letramento literário e hábito da leitura.

9. ESTUDOS DA LITERATURA INFANTIL E JUVENIL

60h

4

Ementa:Conceito e histórico de literatura infantil e juvenil. Características e evolução. Autores e obras representativas. O ensino da literatura para o público infantil e juvenil nas escolas: exploração da literatura em sala de aula.

10. LITERATURA AFRO-DESCENTE: ENSINO E CANONIZAÇÃO

60h

4

Ementa: O estudo de representações da diversidade étnico-racial em textos literários e críticos e implicações para o ensino. Literatura nacional e discursos civilizatórios eurocêntricos das elites intelectuais brasileiras, hierarquias raciais instituídas e sua reversão. Representação do outro, culturas de resistência e pós-colonialismo na literatura. História, identidade, imagem e império no imaginário lusófono. Alteridade e resistências culturais. Ensino de literatura afro-descente e africana dos países de língua portuguesa.

11. TENDÊNCIAS DA NARRATIVA CONTEMPORÂNEA

60h

4

Ementa: Análise de pressupostos teóricos, estéticos e/ou políticos que sinalizam mudanças paradigmáticas recentes na escrita da literatura e nos seus estudos críticos e teóricos.

LP 3: Práticas discursivas em contexto de formação

12. ESTUDOS DO LETRAMENTO

60h

4

Ementa:Modelos de letramento. Escrita e poder. Escolarização do letramento. Letramento do professor. Natureza social da escrita na hipermídia.

13. FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE LÍNGUAS ADICIONAIS

60h

4

Perspectivas epistemológicas na formação do professor de línguas. Constituição identitária dos sujeitos professor e aluno. Professor de línguas e concepções de linguagem.

14. HISTÓRIA, MEMÓRIA E DISCURSO

60h

4

Ementa:Sujeito, história e linguagem. Condições de produção e interdiscurso. Memória e esquecimento. Poder e relações de sentido. Imaginário e História. Formação discursiva e limites para o dizer. Ideologia e sujeito. Contribuições dos estudos do discurso para o ensino da leitura.

15. ENSINO DE LEITURA

60h

4

Ementa: Compreender o processo e o estabelecimento do nexo causal e prático dos universos de cultura e linguagem de discentes e docentes e o manejo destas unidades vocabulares com seus efeitos de vida de cidadãos, professores e autores a partir da ampliação do universo de conhecimento e práticas diferenciadas voltadas para o letramento. Analisar o percurso histórico das políticas públicas para o livro, a leitura, a biblioteca e a formação do leitor no Brasil, que perpassa as concepções de leitura e ensino.

 

16. PRODUÇÃO E ANÁLISE DE MATERIAL DIDÁTICO

60h

4

Ementa:Livro didático e outros materiais de apoio didático. Hipermídia como instrumento de mediação da aprendizagem. Diretrizes e referenciais curriculares para o ensino. Programas de formação docente

17. PRODUÇÃO TEXTUAL E ENSINO

60h

4

Ementa:Texto, tipologia textual e gênero textual. Escrita no domínio escolar e não-escolar. Prática de escrita em materiais didáticos. Avaliação da escrita. Planejamento de práticas de escrita.

18. TEXTO E SENTIDO: PROCESSOS DE SIGNIFICAÇÃO

60h

4

Ementa:Princípios da semiótica discursiva. Concepção de texto na perspectiva semiótica. Percurso gerativo de sentido: níveis de análise. Interação. Semiótica e ensino de leitura.

LP 4: Teoria e análise linguística

19. ANÁLISE LINGUÍSTICA E ENSINO

60h

4

Ementa:Análise linguística e ensino de língua. Tópicos em análise dos componentes sintático, semântico e morfológico e implicações no funcionamento da linguagem. Norma linguística e ensino.

20. ESTUDOS SEMÂNTICO-PRAGMÁTICOS APLICADOS AO ENSINO

60h

4

Ementa: Fatores semânticos e pragmáticos na enunciação docente e/ou discente. Conceitos semânticos e pragmáticos. Significado e interpretação. Contexto. Significado linguístico e intencionalidade em sala de aula. Intencionalidade comunicativa docente e discente.

21. FONÉTICA E FONOLOGIA APLICADAS AO ENSINO DE LÍNGUA

60h

4

Ementa: Teorias fonológicas e interface com o ensino; modelos conexionistas e multirrepresentacionais; abordagens fonéticas e fonológicas na alfabetização; desvios fonológicos; o ensino da ortografia; as relações grafemas e fonemas; tratamento dos livros didáticos à fonologia.

Tópicos Especiais

22. TÓPICOS ESPECIAIS I

30h

2

23. TÓPICOS ESPECIAIS II

30h

2

24. TÓPICOS ESPECIAIS III

60h

4

25. TÓPICOS ESPECIAIS IV

60h

4

Seminários

26. SEMINÁRIO DE ORIENTAÇÃO I

30h

2

27. SEMINÁRIO DE ORIENTAÇÃO II

30h

2

28. SEMINÁRIO DE ORIENTAÇÃO III

30h

2

29. SEMINÁRIO DE ORIENTAÇÃO IV

30h

2

Seminários Avançados

30. SEMINÁRIO AVANÇADO EM LINGUÍSTICA

 

60h

4

31. SEMINÁRIO AVANÇADO EM LINGUÍSTICA APLICADA

60h

4

32. SEMINÁRIO AVANÇADO EM LITERATURA

60h

4

33. SEMINÁRIO AVANÇADO EM TEORIA DA LITERATURA

60h

4

Estágio em Ensino

34. ESTÁGIO EM ENSINO I

60h

4

35. ESTÁGIO EM ENSINO II

60h

4

 

 

 



 

Objetivo geral:

Formar profissionais altamente especializados para atuarem especialmente na área de Letras e Linguística, em diferentes níveis e contextos de instrução, como escolas básicas, universidades e organizações ou fundações não governamentais comprometidas com políticas educacionais nacionais e, até mesmo, internacionais;

Desenvolver pesquisas de natureza interdisciplinar, centradas na área de ensino de língua e de literatura, estimulando a produção de conhecimento sistematizado sobre fenômenos envolvendo manifestações da linguagem, bem como suas implicações para o ensino e aprendizagem de língua e literatura.

Objetivos específicos:

A partir das quatro linhas de pesquisa do programa, elencamos os seguintes objetivos específicos trabalhados por grupos de docentes com seus orientandos, o que não elimina o diálogo e parcerias de trabalho entre os membros das diferentes linhas de pesquisa existentes:

LP1: Linguagem, educação e diversidade cultural – estimular estudos de fenômenos culturais e linguísticos em diferentes contextos socioculturais, envolvendo relações interétnicas e educação bilíngue e intercultural a partir do diálogo com a antropologia cultural e áreas afins. São objetos de investigação práticas orais, escritas e multissemióticas produzidas por grupos sociais de origem diversas.

LP2: Literatura, memória e identidade cultural em contexto de formação – estimular estudos de manifestações literárias em uma perspectiva interdisciplinar, compreendendo a relação identidade/alteridade e suas representações no discurso literário em contextos de formação. São objetos de investigação práticas de ensino de literatura e de formação do leitor, bem como materiais didáticos mediadores da interação com o texto literário em suportes diversos.

LP3: Práticas discursivas em contexto de formação – estimular produção do conhecimento científico sobre fenômenos discursivos nos mais distintos espaços e contextos de instrução, perpassando inclusive usos de mídias diversas. São objetos de investigação práticas discursivas e de letramento, sentidos construídos a partir de narrativas de formação e gêneros discursivos.

L4: Análise linguística em contexto de formação – estimular a produção do conhecimento científico de estudos fonéticos, fonológicos, morfológicos, sintáticos e semânticos, em contextos de ensino e de formação docente, perpassando os diferentes níveis de instrução escolar.

Por fim, salientamos que, além das atividades acadêmicas mais características da esfera universitária, como aulas, seminários e reuniões de estudo/pesquisa, a formação dos pós-graduandos e capacitação do corpo docente também acontece por intercâmbios institucionais de docentes e discentes do programa com grupos de especialistas vinculados a universidades brasileiras e estrangeiras por meio de visitas técnicas, estágio sanduíche e pós-doutorado.

FUNCIONAMENTO DO MESTRADO

 

Para integralização curricular, o mestrando deve obter 30 (trinta) créditos, distribuídos em disciplinas obrigatórias (8 créditos), eletivas (12 créditos), produção acadêmica (4 créditos), qualificação e defesa da dissertação (6 créditos). O aluno deverá satisfazer as exigências elencadas adiante no prazo máximo de 24 (vinte e quatro meses), ressalvados os afastamentos justificados. Caso o aluno exceda este período, a justificativa deverá ser encaminhada ao Colegiado do Programa, quando serão analisadas as possibilidades de extensão do prazo

a) apresentar a integralização de 4 (quatro) créditos no item atividades acadêmicas (publicação ou tradução de livro de caráter acadêmico, capítulo de livro, artigo científico ou tradução = 3 (três) créditos; apresentação de trabalho em evento científico, com publicação de resumo em anais ou publicação de trabalho completo em anais ou em revista sem QUALIS/CAPES = 2 (dois) créditos; Minicurso ministrado (mínimo de 15 horas/aula), com apresentação de relatório = 0,5 (meio crédito). Para defesa da dissertação o aluno deverá ter obtido o número de créditos determinado pelo programa nas atividades acadêmicas e nas disciplinas.;

b) apresentar dissertação em que haja revelado domínio de tema escolhido e capacidade de sistematização, argumentação e pesquisa, sendo, portanto, aprovado em defesa de dissertação perante uma banca.

O exame de qualificação da dissertação deve ser realizado, no máximo, até 4 (quatro) meses antes do término do prazo para integralização do curso. Dois conceitos devem ser utilizados pela banca avaliadora: aprovado ou reprovado. Em caso de reprovação, o aluno deverá reapresentar a dissertação para qualificação no prazo máximo de 2 (dois meses) a contar do dia da primeira qualificação da dissertação. O exame poderá ser realizado em sessão fechada, consistindo na arguição sobre a pesquisa, perante uma banca examinadora composta por três membros titulares, sendo um deles o orientador da dissertação. Orienta-se que a banca de qualificação seja mantida para a defesa da dissertação, conforme interesse do orientador e do aluno.

A passagem do mestrado para o doutorado poderá acorrer, no máximo, até 90 dias após a realização do exame de qualificação, conforme sugestão da banca examinadora da qualificação, contando com a concordância do aluno e do orientador, obedecida a seguinte diretriz: os pedidos serão avaliados pela comissão coordenadora do curso, com base em parecer de mérito do trabalho emitido por pesquisador reconhecido na área de pesquisa e que não tenha participado do exame de qualificação. Os pedidos devem ser instruídos dos seguintes documentos: (1) justificativa do orientador, fundamentada no mérito e na originalidade do trabalho de pesquisa, no desempenho no programa e na maturidade científica do pós-graduando; (2) exemplar do texto apresentado no exame de qualificação; (3) currículo Lattes do aluno; (4) projeto de pesquisa com plano de atividade para o doutorado-direto; (5) cópia da ata do exame de qualificação e preenchimento de formulário específico, onde se explicitem as razões que diferenciam o trabalho em análise de uma boa dissertação de mestrado.

O julgamento da dissertação será feito em sessão pública e consistirá de arguição sobre a pesquisa, perante uma Banca Examinadora composta por três membros titulares, sendo um deles o orientador da dissertação, acrescidos de um suplente. Os membros da Banca Examinadora serão aprovados pela comissão coordenadora do programa, sendo pelo menos 1 (um) de outra IES, com no mínimo, título de doutor. Docentes do próprio programa devem ter prioridade para participação como membro interno da banca de examinadora. Todos os membros devem, prioritariamente, estar vinculados a programas de pós-graduação stricto sensu. O coorientador não fará parte da banca examinadora, devendo seu nome ser registrado nos exemplares da dissertação e na ata de defesa. Na impossibilidade de participação do orientador, esse poderá ser substituído pelo coorientador do trabalho de pesquisa ou por outro professor nomeado pelo orientador da dissertação. O orientador presidirá a Banca Examinadora.

O resultado final de julgamento será: “Aprovado”, para trabalhos considerados bons, com poucas alterações de forma a serem realizadas no texto; “Aprovado com Ressalva”, para trabalhos bons, mas que ainda precisam de revisões significativas de forma e conteúdo; “Para Reformulação” ou “Reprovado”, conforme decisão unânime dos membros da banca examinadora. As decisões da banca examinadora serão tomadas por maioria simples de voto. No caso da banca exigir “revisão de forma”, a homologação ficará condicionada à apresentação definitiva do trabalho em prazo máximo de 30 dias. No caso de “Reformulação”, o aluno ficará obrigado a apresentar e defender, preferencialmente, diante da mesma banca examinadora, uma segunda versão do seu trabalho, no prazo máximo de 90 dias. A não aprovação do trabalho reformulado, assim como a não entrega de reformulação no prazo estipulado, implicará no desligamento do aluno do programa. No caso de “Reprovação”, o candidato será desligado do programa.

A versão final da dissertação, elaborada e aprovada conforme as instruções vigentes, e devidamente assinada pelos membros da banca examinadora, deverá ser entregue à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, no prazo de 3 (três) meses, após a data da defesa, implicando o não-cumprimento dessa exigência na extinção do direito ao título.

 

FUNCIONAMENTO DO DOUTORADO

Para integralização curricular, o doutorando deverá obter 48 (quarenta e oito) créditos, distribuídos em disciplinas obrigatórias (8 créditos), eletivas (12 créditos), atividades acadêmicas (12 créditos), qualificação de linha (6 créditos), qualificação de tese (4 créditos) e defesa da tese (6 créditos). Ao aluno é garantida a possibilidade de computar créditos como atividades acadêmicas a partir de créditos extras de disciplinas cursadas durante o doutorado. Seguem os valores de referência dos créditos em atividades acadêmicas: publicação ou tradução de livro de caráter acadêmico, capítulo de livro, artigo científico ou tradução = 3 (três) créditos; apresentação de trabalho em evento científico, com publicação de resumo em anais ou publicação de trabalho completo em anais ou em revista sem QUALIS/CAPES = 2 (dois) créditos; Minicurso ministrado (mínimo de 15 horas/aula), com apresentação de relatório = 0,5 (meio crédito).

O doutorando que tiver concluído os créditos referentes ao mestrado no próprio Programa de Pós-Graduação em Letras: Ensino de Língua e Literatura da UFT, dentro de um prazo de 5 (cinco) anos, poderá solicitar aproveitamento de créditos, correspondente a, no máximo, 12 (doze) créditos em disciplinas, restando ainda 8 (oito) créditos para serem cumpridos em disciplinas eletivas.


O doutorando que tiver concluído os créditos referentes ao mestrado em programas na área de Letras/Linguística fora da UFT, no prazo de 5 (cinco) anos, poderá solicitar aproveitamento de créditos, correspondente a, no máximo, 8 (oito) créditos em disciplinas eletivas, restando ainda 12 (doze) créditos para serem cumpridos em disciplinas obrigatórias e eletivas.


Para a obtenção do título de
Doctor Scientiae, o aluno não bolsista deverá integralizar as exigências curriculares no prazo máximo de 48 (quarenta e oito meses), ressalvados os afastamentos justificados. O aluno bolsista, por sua vez, deverá integralizar as exigências curriculares no prazo máximo de 36 (trinta e seis meses), ressalvados os afastamentos justificados. Assim como no mestrado, caso o aluno precise exceder o prazo estabelecido, a justificativa deverá ser encaminhada ao colegiado do programa. Tal justificativa com pedido de extensão do prazo deverá ser assinada pelo aluno e pelo orientador do trabalho de tese.


Para defesa da tese, o aluno deverá ter obtido os outros 42 (quarenta e dois) créditos necessários para integralização do curso. O exame de qualificação de linha de pesquisa deverá ser realizado até a finalização do 24º. mês do curso de doutorado, não havendo possibilidade de prorrogação do prazo, excetuando-se em caso de reprovação do candidato. A banca, composta por dois docentes com produção científica relevante em uma das linhas opostas a que está inserido o trabalho de tese do aluno, deverá emitir parecer avaliativo do artigo científico produzido pelo aluno, utilizando os próprios conceitos disponibilizados para explicitar o aproveitamento discente em disciplinas. Para aprovação, o artigo científico apresentado deve ser publicável.


O exame de qualificação de tese deve ser realizado, no máximo, até 6 (meses) antes do término do prazo para integralização do curso. Dois conceitos devem ser utilizados pela banca avaliadora: aprovado ou reprovado. Em caso de reprovação, o aluno deverá reapresentar a tese para qualificação no prazo máximo de 3 (três meses) a contar do dia da primeira qualificação de tese. O exame poderá ser realizado em sessão fechada, consistindo na arguição sobre a pesquisa, perante uma banca examinadora composta por, no mínimo, três membros titulares, sendo um deles o orientador da tese. Assim como no mestrado, orienta-se que a banca de qualificação seja mantida para a defesa da tese, conforme interesse do orientador e do aluno, sendo necessária apenas a complementação da composição.


O julgamento de tese será feito em sessão pública, consistirá de arguição sobre a pesquisa, perante uma banca examinadora composta por 5 (cinco) membros titulares, sendo um deles o orientador da tese. A referida banca deve ser acrescida de dois membros suplentes, sendo um interno e outro externo ao programa. Os membros da banca examinadora serão aprovados pela comissão coordenadora do programa. Pelo menos 02 (dois) membros titulares da banca devem ser vinculados a outra IES. Todos os membros da banca devem possuir, no mínimo, o título de doutor e, preferencialmente, atuarem na pós-graduação
stricto sensu. Assim como no mestrado, o coorientador não fará parte da banca examinadora, devendo seu nome ser registrado nos exemplares da tese e na ata de defesa. Na impossibilidade de participação do orientador, esse poderá ser substituído pelo coorientador do trabalho de pesquisa ou por outro professor nomeado pelo orientador da tese. O orientador presidirá a Banca Examinadora.


O resultado final de julgamento será: “Aprovado”, para trabalhos considerados bons, com poucas alterações de forma a serem realizadas no texto; “Aprovado
com Ressalva”, para trabalhos bons, mas que ainda precisam de revisões significativas de forma e conteúdo; “Para Reformulação” ou “Reprovado”, conforme decisão unânime dos membros da banca examinadora. As decisões da banca examinadora serão tomadas por maioria simples de voto. No caso da banca exigir “revisão de forma”, a homologação ficará condicionada à apresentação definitiva do trabalho em prazo máximo de 30 dias. No caso de “Reformulação”, o aluno ficará obrigado a apresentar e defender, preferencialmente, diante da mesma banca examinadora, uma segunda versão do seu trabalho, no prazo máximo de 90 dias. A não aprovação do trabalho reformulado, assim como a não entrega de reformulação no prazo estipulado, implicará no desligamento do aluno do programa. Assim como no mestrado, no caso de “Reprovação”, o candidato será desligado do programa.


A versão final da tese, elaborada e aprovada conforme as instruções vigentes, e devidamente assinada pelos membros da banca examinadora, deverá ser entregue à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, no prazo de 3 (três) meses, após a data da defesa, implicando o não-cumprimento dessa exigência na extinção do direito ao título.

 

 


HORÁRIO 2º SEMESTRE 2014

 

 

HORÁRIO

SEGUNDA-FEIRA

TERÇA-FEIRA

QUARTA-FEIRA



MATUTINO

8h às 12h

Interdisciplinaridade e Formação Docente

60h

Maria José e Selma

(semimodular)







-

Seminário de Orientação II

30h

Luiz Roberto Peel



VESPERTINO

14h às 18h

Interdisciplinaridade e Formação Docente

60h

Maria José e Selma

(semimodular)

Etnolinguística

Francisco Edviges

60h

Leitura e ensino

60h

Valéria



NOTURNO

19h às 23h

Interdisciplinaridade e Formação Docente

60h

Maria José e Selma

(semimodular)

Seminário de Orientação I

30h

Luiza Helena

Estudos semântico-pragmáticos aplicados ao ensino

60h

Dieysa

HORÁRIO

QUINTA-FEIRA

SEXTA-FEIRA

SÁBADO

MATUTINO

8h às 12h

-

 

-

-



VESPERTINO

14h às 18h

Tendências da narrativa contemporânea

60h

Marina e André*

(Semimodular)

Literatura Afro-Descendente: Ensino e Canonização

60h

Dernival e Márcio

Seminário de Orientação III

30h

Carine



NOTURNO

19h às 23h



-

Produção e Análise de Material Didático

60h

Wagner e Adair*

*Carga horária dividida entre os professores.

 

 


 



 

Egresso
Endereço Postal
Universidade Federal do Tocantins – UFT
Câmpus Universitário de Araguaína
Avenida Paraguai s/n
Setor Cimba, Araguaína-Tocantins
CEP: 77824-838
Fones: (63) 2112-2255 ou (63) 2112-2236
www.uft.edu.br/pgletras


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