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A Pró-Reitora de Avaliação e Planejamento da Universidade Federal do Tocantins (Proap) Ana Lúcia de Medeiros explicou nesta quarta-feira (3) a questão da paralisação das obras dos complexos laboratoriais dos câmpus de Araguaína, Gurupi e Palmas, conforme processo licitatório aberto  em fevereiro de 2010.

De acordo com Ana Lúcia, a empresa vencedora da licitação em Palmas (Nortécnica Construtora Ltda) - depois de duras batalhas judiciais com outras empresas – em fevereiro de 2010, assinou contrato com a Universidade. Mas, mostrou-se incapaz de cumprir o cronograma de obras dentro do prazo. Fato que levou a UFT a acionar a justiça e a empresa foi notificada e multada. “No  primeiro semestre de 2012 a universidade rescindiu o contrato com a empresa que executou apenas 29% dos quase R$ 10 milhões de recursos previstos e deixou o restante da obra inacabada trazendo vários transtornos à universidade”, explicou Ana Lúcia

Além das penalizações na forma de multa, a UFT entrou na justiça por meio da Procuradoria para negativar a empresa junto ao SIAFI. "Isso significa dizer que a empresa passará um prazo sem poder concorrer em licitações públicas". Ana Lúcia disse ainda que no ano passado não foi possível fazer outra licitação por causa da greve.

Segundo a Pró-Reitora, a Diretoria de Obras está concluindo o projeto e, dentro de no máximo 30 dias, estará abrindo o processo licitatório para a conclusão de três blocos para atender os cursos. Até junho deste ano será aberta nova licitação para execução do restante da obra, que tem previsão de ficar pronta em um ano. Nesta primeira etapa serão concluídos três prédios para atender os laboratórios dos cursos.

Os outros três têm previsão de serem atendidos conforme orçamento de 2014, 2015 e 2016. Conforme a pró-reitora, a escolha dos cursos ficou a critério do conselho diretor do Câmpus de Palmas. Para as edificações em Palmas serão gastos cerca de R$ 6 milhões.

Alternativas - Como alternativa para atender os cursos do Reuni – Engenharia Civil e Elétrica – está sendo reformado o prédio do antigo Núcleo de Manutenção e Projetos Estratégicos (Numpe) com previsão de entrega para maio deste ano.

Interior - Os complexos  laboratoriais foram criados para atender as demandas dos cursos do Reuni. “Em Araguaina já foram concluídas as primeiras etapas das obras e agora no mais tardar até junho será licitada a segunda parte”, informou a Pró-Reitora.

Esta segunda parte se dará a  conclusão dos prédios. “A previsão é que seja gasto mais cinco milhões nas obras de Araguaína e Gurupi”, disse. Ela também adiantou que os novos laboratórios atenderão os cursos do Reuni em Araguaína (Biologia, Química e Física) e Gurupi (Química Ambiental, Engenharia de Bioprocesso e de Biotecnologia).

Ela explicou ainda que para atender à demanda desses cursos foram licitados três complexos laboratoriais nestes três câmpus. "Em todos eles, o projeto se restringia à construção do primeiro módulo - parede, piso, telhado, banheiro. O segundo módulo diz respeito ao acabamento e às divisões internas. Em Gurupi e Araguaína as empresas estão concluindo o primeiro módulo. A Diretoria de Obras está concluindo o projeto do segundo módulo e em no máximo 60 dias poderá abrir o processo licitatório. Para esta segunda parte dos complexos de Gurupi e Araguaína serão gastos cerca de R$ 5 milhões.